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domingo, 6 de abril de 2014

A CASA CAIU

“Tem sempre o dia em que a casa cai”, dizia o poeta. Já na Bíblia tá escrito que “nada há encoberto que não venha a ser revelado”, palavras de Jesus. Dizem também que foi Abraham Lincoln quem ensinou que “você pode enganar a todos por algum tempo, alguns o tempo todo, mas jamais enganará todos por todo o tempo”. Na minha juventude ouvia meu pastor aterrorizando a rapaziada: “O diabo ajuda a fazer, mas não ajuda a esconder”. Depois de algum tempo, fiquei com a opção positiva: “Deus repreende os filhos a quem ama”, e nesse caso, quem gosta mesmo de trazer as coisas para a luz é Deus, que tem absoluto interesse em interromper caminhos de destruição e dar novas oportunidades a quem quer que seja.

Infelizmente já vi a casa de muita gente cair. Aprendi que na hora da crise, do desmascaramento, do flagrante ou da denúncia, quando o pecado é revelado e os esqueletos do armário passam a desfilar na calçada, as pessoas se revelam de fato. Algumas poucas bem aventuradas escolhem o caminho da confissão sem justificativas, racionalizações ou transferências de responsabilidades, e simplesmente exclamam “minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa”. E depois se entregam a atitudes como pedir perdão, promover reparações e restituições, se humilhar em silêncio diante das vítimas que agridem em revolta vingativa, buscar conselheiros sábios, se submeter à disciplina dos justos (antes de reagir leia o Salmo 141.5), não apressar o tempo de sua própria restauração, vestir saco e cinzas, e calar todas as reivindicações de eventuais direitos que julga possuir. Tudo isso, evidente e muito provavelmentemente, regado a muitas lágrimas e noites em claro.
Os anos me ensinaram que quando a casa cai, o caminho mais curto e o prazo mais breve da restauração implica seguir o conselho do apóstolo (1Pedro 5.6 – AMensagem): “Contentem-se com o que são (digo, admitam o que são) e não empinem o nariz. A mão de Deus é forte e está sobre vocês. Ele os exaltará no tempo certo. Vivam sem preocupação na presença de Deus: ele toma conta de vocês”.
Ed. René Kivitz

A ARTE DE NÃO ADOECER

Por Dr. Draúzio Varella

Se não quiser adoecer – “Fale de seus sentimentos”.
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna… Com o tempo arepressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar,confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia..

Se não quiser adoecer – “Tome decisão”
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer – “Busque soluções”
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer – “Não viva de aparências”
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso… uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer – “Aceite-se”
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos,destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer – “Confie”
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer – “Não viva sempre triste”
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. “O bom humor nos salva das mãos do doutor”. Alegria é saúde e terapia. “

sábado, 5 de abril de 2014

Igreja Global


UMA IGREJA LOCAL COM ATUAÇÃO GLOBAL
Disse Jesus: “Foi-me dada toda a autoridade nos céus e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei.” Mateus 28.19-20
“Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra.” Atos 1.8
Enquanto pastor sênior da nossa igreja, como você já sabe, preciso viajar bastante para muitos lugares, tanto regionalmente, quanto nacional e internacionalmente. Viajo muito menos do que sou convidado e bem mais do que gostaria, por conta da família, da igreja e do desgaste. Hoje, apesar de estar aceitando menos convites, parece-me que viajo mais. E, nesta semana, retornando de uma dessas viagens internacionais, estava conversando com Deus e Ele foi muito claro, falando à minha mente e ao meu coração, que nossa igreja tem atuação e impacto global. Por isso, o mundo é nosso ministério, ou seja, o nosso campo é o mundo! Nossas viagens são consequências de um ministério vivo, influente e em franca expansão. 
Mais do que nunca, hoje somos uma igreja “glocal”, isto é, global e local simultaneamente, como está escrito em Atos 1.8 e Mateus 18.19-20. Na verdade, todas as igrejas cristãs, pela vontade de Deus, são “glocais”. Contudo, a maioria dos crentes e das igrejas infelizmente, não quer pagar o preço dessa natureza e missão, pois ela é custosa, cansativa e trabalhosa. Veio-me à mente uma ilustração: um prefeito viaja menos que um governador, que, por sua vez, viaja menos que um presidente. Por quê? Simplesmente pela atuação, representação e interesses. Nossa igreja, comissionada por Deus, tem interesses globais, que são os de buscar e salvar o ser humano onde ele estiver, em todas as nações. E o papel do líder é ir à frente, abrindo caminhos. O líder recebe a visão, traça as estratégias e envia os que darão continuidade para a execução plena da missão. 
Pela graça de Deus, todos já aprendemos, em nossa comunidade, que temos uma missão global. Nossos passaportes estão prontos, como primeiro passo ao envio! Jesus foi tão claro e contundente em suas palavras de que o campo está branco para a colheita, e ainda, que a colheita é grande e poucos são os dispostos a essa tarefa (Lc 10.1-2)! Precisamos frisar que Ele não nos deixou um conselho ou sugestão, mas nos deu uma ordem, nos comissionou para uma missão global, que se inicia de forma pessoal, depois local, chegando ao plano nacional e internacional. Como bons servos, o que devemos dar como resposta é apenas o cumprimento, isso é, a obediência irrestrita e incondicional a essa ordem. Do contrário, estamos nos omitindo ou desprezando Sua Palavra, o que significa que estamos em pecado de desobediência e rebelião. Seja um cristão de primeira linha: tenha uma mente e um coração missionário, esteja disponível para ir aonde Deus o enviar! Já disse algumas vezes: a igreja não é o ponto de chegada, a igreja é o ponto de partida! Chegamos à igreja para sermos batizados, discipulados, treinados e enviados ao mundo, que começa em nossa casa, condomínio, bairro, cidade, estado e nações. Estamos todos em missão, ora aqui e ora lá! 
Minha pergunta é a seguinte: se somos cristãos e essa ordem é tão clara nas Escrituras, por que tantas igrejas não a obedecem? Lamentavelmente, a grande comissão está sendo negligenciada por igrejas pequenas e grandes, tradicionais, pentecostais e neopentecostais. Essa doença atinge qualquer tipo de igreja e liderança, em qualquer lugar. Sejam igrejas que apenas abrem suas portas aos domingos para os poucos que ainda a frequentam; ou as que se reúnem socialmente nos bairros de classe média uma vez por semana em algum ambiente aconchegante para alguns cânticos, orações e uma palestra; ou ainda, igrejas neopentecostais ou comunitárias que abrem suas portas todos os dias e em alguns horários para mais uma semana de “poder” e que não cuidam de seus membros por meio de pastoreio intencional; ou igrejas que não servem a cidade onde vivem através de ministérios sociais de cuidado e misericórdia aos mais carentes. Enfim, uma igreja que não vive missões como estilo de vida pode ser uma igreja de verdade?
Cada viagem de um dos nossos pastores, ministros, líderes e voluntários, nacional ou internacional, de ensino ou de ajuda humanitária, faz parte da nossa missão! Não podemos ignorar ou desprezar a Grande Comissão dada pelo nosso Senhor Jesus em detrimento apenas de nossos gostos, preferências ou agenda lotada. Os recursos virão à medida que tivermos amor, fé e disponibilidade. 
Hoje, como igreja comprometida com a missão, atuamos em nossa cidade e região por meio da Rede de Células (650 em todas as regiões), dos 140 ministérios da igreja, da ABAP (que atua com 18 programas e serve a 2.000 vidas por mês) e da Rádio Cidade. Aqui em SJCampos, atuamos por meio do Colégio Inspire, com 345 alunos, das nossas celebrações em cada um dos 6 campi (14 cultos somente dominicais, atendendo 10.000 vidas), atuamos em nosso estado e nação também através da Rede de Igrejas da Cidade (9 igrejas) e da Rede Inspire de Igrejas (193 igrejas em 3 anos), ambas crescentes e que já ultrapassaram os limites nacionais. Atuamos por meio de viagens missionárias internacionais, como tivemos no mês passado para Portugal e Senegal, e em todos os níveis através da internet, programas de rádio e TV, via rede de TV e da internet, também continuamos em missão por meio da publicação de livros e periódicos que vão semeando o evangelho de forma “glocal”! Recuso-me a ser pastor e líder de uma igreja voltada para si e sua agenda local. O Evangelho e a igreja pertencem à “prateleira de cima”: estão em outro nível! Precisamos ampliar a visão para ampliar o alcance do Reino! 
Tenho fé de que vou prestar contas diante de Deus de um grande rebanho, composto por grandes servos de Deus. Gente da Palavra, de visão, da oração e da prática. Gente corajosa, amorosa, abnegada na sua missão de forma pessoal, local e global, um povo destemido de fé e amor, uma igreja que se importou com a dor e as mazelas das pessoas. Um povo que acredita no mover sobrenatural da fé, que tem o real poder de Deus sobre suas vidas para serem agentes de milagres e transformação de vidas. Uma igreja saudável, dirigida pelos eternos propósitos de Deus, missionária, que é “permanecedora” em Cristo, que vive e celebra sua recuperação dia após dia na dependência do Espírito Santo. Uma igreja peregrina, contextualizada, que vive em obediência à Palavra do Senhor. Já passamos do tempo de termos apenas ovelhas tradicionalistas, acomodadas em seus costumes. Por outro lado, o Senhor nos livre de sermos um rebanho consumista das bênçãos de Deus, que deseja apenas receber, ir à igreja apenas para saber da última notícia de poder e se esquecer de que a vida cristã está mais relacionada a dar do que receber: “Há maior felicidade em dar do que em receber” (At 20.35). 
Estamos comprometidos em ser uma igreja com visão local e global, cumprindo o Grande Mandamento e a Grande Comissão em todos os lugares, no Brasil e no mundo!
Por isso, no próximo domingo, lançaremos a campanha Imagine o nosso Auditório, porque, na verdade, aqui é apenas o ponto de partida para milhares e milhares de vidas saírem para transformar o mundo de forma “glocal".


Pr. Carlito Paes

Prestação de Contas



Prestação de contas não é um assunto muito popular. Mas é uma questão crucial na vida cristã. Mike Calhoun, vice-presidente de Word of Life, escreve a respeito em Quatro Razões Por Que os Líderes Sábios Adotam a Prestação de Contas. A mídia está repleta de histórias gritantes de empresas desmistificadas, igrejas divididas, lares quebrados e lideres que caíram. Presidentes de empresas, pastores, pais, mães e líderes em geral parecem abandonar em alta velocidade a moralidade e os absolutos. Se você é como eu, as histórias despertam um clima de temor, lembrando que nenhum de nós é forte, piedoso ou maduro o suficiente para se orgulhar. Existe uma resposta a esta epidemia? Existe uma barreira que possa neutralizar as forças que influenciam as pessoas em seu pensamento linear costumeiro que as leva a decisões destrutivas? Creio que a resposta seja sim! Não, eu não acredito que exista uma “panacéia mágica” para o problema. Entretanto, acredito em uma prática que pode criar uma zona de segurança dentro de nossas vidas. Refiro-me à prestação de contas, uma palavra mencionada com frequência, mas que costuma ser vagamente definida. Hoje, muitos falam sobre ela em termos depreciativos, como se fosse um símbolo de vergonha, inferioridade ou falta de maturidade. À medida que interajo com alguns dos principais líderes de ministérios com jovens em meu país, tenho descoberto que o inverso é verdadeiro. Estes homens e mulheres adotaram a verdadeira prestação de contas bíblica e eu os vejo como alguns dos líderes mais maduros em seu campo de atuação. Os líderes sábios não só acreditam que a prestação de contas é importante, mas a praticam e ensinam. Quero dar quatro razões pelas quais os líderes sábios adotam a prestação de contas: ü Eles sabem que existe algo que eles podem esconder, mas não querem esconder isso . Eles estão dispostos a serem verdadeiros diante de si mesmos e de outros sobre sua natureza pecaminosa. Os líderes sábios são transparentes com seus parceiros de prestação de contas. ü Eles sabem que existe algo que pode controlá-los, mas não querem ser controlados por isso . Todos nós, normalmente, lutamos com o pecado que nos assedia. Os líderes sábios admitem isso diante de seus parceiros de prestação de contas e estão dispostos a assumir responsabilidade. ü Eles sabem que têm fraquezas, mas não querem arranjar desculpas para elas. Os líderes sábios estão em constante processo de crescimento e aprendizado. Eles identificam suas fraquezas e, em seguida, formulam planos para o fortalecimento dessas áreas.Eles estão dispostos a prestar contas deste processo. ü Eles sabem que têm pontos fortes, mas não querem confiar excessivamente neles . Vamos admitir: todos nós somos bons em alguma coisa, mas de vez em quando necessitamos de um amigo honesto para nos lembrar que este é um dom pelo qual precisamos ser gratos, não orgulhosos. Os líderes sábios não se esquivam da prestação de contas; eles a adotam. Eles não têm medo da verdade e sabem o valor de ter uma pessoa que os acompanhe. Não sei o que você pensa, mas eu sou sempre um pouco cético com relação a alguém que ocupa uma posição de liderança e não busca para si mesmo um relacionamento de prestação de contas. Os líderes sábios têm conhecimento demais para ignorar o modelo bíblico de prestação de contas. Mike Calhoun - http://conselhobiblico.com/

sábado, 8 de setembro de 2012

FOFOCAS NA IGREJA



"Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não atentarás contra a vida do teu próximo. Eu sou o SENHOR." Levítico 19.16
Penso que o motivo real porque Deus nos deixa transmitir algo sobre a "fofoca", é que esse problema de maneira nenhuma nos é estranha. Nós não somente ouvimos fofocas, também as espalhamos e nós mesmos fomos vítimas delas. E acreditem: Todas as três coisas doem ao Senhor da mesma maneira!
Quando conto adiante algo que eu deveria Ter ficado para mim, normalmente o justifico com as palavras: "Precisamos de qualquer maneira orar por fulano ou sicrano, ele tem o seguinte grave problema..." Mas então normalmente não oramos, mas falamos bastante sobre o assunto. Naturalmente sempre foi altamente interessante ficar sabendo das últimas histórias sobre uma pessoa ou uma obra.
I). O QUE É FOFOCA?
Por ocasião da nossa conversão a Jesus, deixamos os "grandes pecados" como por exemplo, mentir, roubar, beber, enganar, uso de drogas, etc. Começamos a passar nosso tempo com nossos novos amigos, falando a respeito de nosso Senhor, sobre nossa vida e sobre o que acontecem à nossa volta. Complemente inofensivo... pensamos. Mas, observemos a coisa um pouco mais de perto! Quantas vezes essas conversas estão cheias de julgamentos, de boatos, de "ouvi dizer"... escondidos cuidadosamente atrás de um sorriso cristão!
Já sabias que a bíblia fala muito sobre fofoca? E não se trata de um "pequeno pecado", como muitos de nós pensamos. Na bíblia está escrito: "...a boca perversa, aborreço" (Prov. 8:13). Deus nos ordena: "Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo." (Lev. 19:16). Ele também diz: "...aprendam também a viver ociosas, andando de casa em casa; e não somente ociosas, mas ainda tagarelas e intrigantes, falando o que não devem." (I Tim. 5:13). E no Salmo 101:5, Deus diz: "Ao que as ocultas calunias o próximo, a esse destruirei." Deus é de opinião que pessoas tagarelas não o reconhecem, estando entregues aos seus pensamentos corrompidos. Ele equipara pessoas difamadoras com aqueles que não merecem confiança, como assassinos e aborrecedores de Deus. Ele continua, dizendo que aqueles que fazem tais coisas, sabem que merecem a morte. Mas isso não os impede de continuar a fazê-las e até a animar outras a praticá-las (Rom. 1:28-32).
Além disso as fofocas não precisam ser obrigatoriamente mentirosas. Muitos pensam: "O assunto é verdade, por isso posso contá-lo a todos." Mas isso não está certo! Dizer a verdade com falsos motivos pode Ter efeito ainda mais funestos do que falar inverdade. A seguinte definição de "fofoca" deixa isso claro: Falar algo de alguém é fofoca, quando o que é dito não contribui para a solução do problema da pessoa em questão.
II). ORIENTAÇÃO NA BÍBLIA
Quando somos ofendidos por alguém ou vemos que alguém vive em pecado, temos que ir a essa pessoa e a nenhuma outra! (Mat. 18:15,16). Se alguém vive em pecado, que valor teria, falar a respeito a outros? O que os outros irão fazer a respeito? Ao invés disso, é nossa tarefa reconduzir o irmão ou a irmã à comunhão com Deus. Poderias mostrar-lhe o ponto escuro em sua vida, que o Senhor gostaria tanto purificar. Se a pessoa não der ouvidos, deve-se dar outros passos. "Irmãos, se alguém for surpreendido em alguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-lo, com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejais também tentado." (Gal. 6.:1)
III). ENVOLVER OUTROS
Transmitir a outros nossas mágoas e amarguras e ouvir quando eles falam das suas, é outra área em que devemos ser bem cuidadosos. Se alguém feriu teu amigo, e este te falar da sua dor, provavelmente ficará ofendido por simpatia por ele. Então também te sentes ofendido e talvez ficas bravo com a pessoa que fez tal coisa ao teu amigo. Mais tarde é possível que os dois se reconciliem, e tudo estará perdoado e esquecido. Mas um problema permanece: Tu continuas amargurado!
Uma briga causada por um pequeno incidente, pode ter conseqüências muito amplas e estender-se por muito tempo, dependendo de quantas pessoas tomam conhecimento dela. Vês, é complemente injustificável envolver outros em tuas mágoas. Não temos o direito de ir a outro, exceto a Deus e aquele que nos ofendeu.
IV). A DIFERENÇA ENTRE ACONSELHAMENTO E FOFOCA
Muitas vezes, fofocas e difamações são camufladas como "aconselhamento espiritual". Nada existe de condenável no aconselhamento espiritual, se realmente falar com conselheiro espiritual, um conselheiro espiritual é um crente maduro, que te exorta numa vida espiritual e à reconciliação, que aponta seu pecado na situação que está sendo analisada! Ele não exagera a importância da questão e não fica logo ofendido pessoalmente. A ele interessa principalmente a vontade de Deus, não a tua.
Na maior parte das vezes, nem procuramos seriamente uma solução quando falamos com alguém sobre um problema, mas somente um ouvinte compassivo, que também defende nosso ponto de vista. Parece-nos indiferente, quantas divisões provocamos, enquanto pudermos atrair pessoas para o "nosso lado". "Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contenda entre os irmãos." (Prov. 6:16-19)
V). "MAS ESTOU SOMENTE OUVINDO!"
Muitos de nós pensamos que somente ouvir não é tão grave quanto espalhá-las. Mas isso não é verdade! Deus diz: "O malfazejo atenta para o lábio iníquo; o mentiroso inclina os ouvidos para a língua maligna." (Prov. 17:4).
Em I Samuel 24:9, Davi exorta a Saul: "Porque dás tu ouvidos às palavras dos homens que dizem: Davi procura fazer-te mal?" Sim, porque lhes damos ouvidos?! Porque estamos tão rapidamente dispostos a acreditar o pior? Na bíblia está escrito: "(o amor) tudo espera" (I Cor. 13:7). Porque não respondemos educada mas decididamente: "Desculpe, tenho a impressão que você está contando algo, que eu nem deveria ouvir. Você deveria contá-lo ao Senhor e aquele quem se refere, mas a mim não."
Algumas exortações desse tipo, mataria em germe a maior parte das histórias de mexericos. Ao menos, elas impedirão as pessoas de vir a ti com sua conversa fiada. Talvez, assim também as estimule uma vez a pensar sobre coisas mais importantes que os assuntos de outras pessoas. A bíblia nos adverte claramente sobre o envolvimento com fofocas: "O mexeriqueiro revela o segredo, portanto não te metas com quem muito abre seus lábios." (Prov. 20:19)
VI). UM SINAL DE MATURIDADE
"Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo." (Mat. 12:36). Em cada palavra que dizemos, tomamos uma decisão. Ou nos decidimos a glorificar a Deus ou a entristecê-lo, rebelando-nos contra sua palavra; "Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim, unicamente a que for boa para edificação." (Ef. 4:29).
Freqüentemente não levamos a sério a ordem de Deus para controlar nossa língua. Trata-se, entretanto, de uma das características de um crente maduro. Tiago diz: "Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a sua língua, antes enganando o próprio coração, a sua religião é vã." ( Tiago 1:26). Sabemos que o coração é enganoso mais do que todas as coisas (Jer. 17:9), e assim seria fácil justificar desse modo nosso comportamento errado.
VII). UM PENSAMENTO FINAL
Fofoca e difamação, são instrumentos de Satanás. Ele sabe: se consegui dividir-nos e fazer com que lutemos entre nós, estaremos muito ocupados para lutar entra ele. Temos que parar e pensar, antes de falar! Deveríamos decidir em nosso coração, nunca mais dar ouvidos a fofocas ou espalhá-las! Isso é possível pela graça de Deus e através da nossa decisão de fazer a escolha certa! Talvez tenhas que pedir desculpas a alguma pessoa. Talvez será preciso revelar amarguras e curá-las. Vai primeiro a Deus e deixa Ele ordenar teu coração! Ele também te dará forças para fazer o restante: (Apoc. 19:7)

Autor: Pr. Elmut Rossi
São Paulo, Junho de 1.987
Fonte: palavraprudente.com.br